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O SURGIMENTO DO GRUPO RECONSTRUÇÃO
Em 2.005, um grupo de magistrados do Estado do Rio de Janeiro, desejando aumentar o grau de democracia no Tribunal de Justiça, reuniu-se em torno de ideais comuns, e trilhou o caminho da independência, através de uma candidatura autônoma para a Associação de Magistrados do Estado (AMAERJ), órgão criado para a representação da classe.
Esses magistrados aspiram, acima de tudo, que haja democracia na Administração do Tribunal de Justiça e na gestão da entidade associativa.
Toda gestão de uma associação de magistrados deve respeito e obediência aos dogmas consagrados historicamente pelo movimento associativo de magistrados brasileiros, dentre estes, especialmente, a luta pela democratização das Administrações dos Tribunais de Justiça, através da eleição direta para os cargos dirigentes.
Nesse aspecto, o Grupo Reconstrução luta por uma mudança efetiva na estrutura sensível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, caracterizada pelas eleições diretas e por todos os magistrados para os cargos dirigentes do Tribunal, à semelhança do que é feito em outras instituições, como o Ministério Público e a Defensoria Pública do mesmo Estado.
Tal luta revela-se perene, diante da forte resistência que encontra da parte de forças ditas hegemônicas, altamente conservadores, que dominam na atualidade não só o Poder Judiciário como a própria AMAERJ. Daí porque o dever do Grupo Reconstrução é o de permanecer oferecendo uma alternativa a esta forma de gerir a entidade de classe, apontando os caminhos a serem seguidos pelos que desejam uma carreira independente política e administrativamente, almejando um Poder Judiciário em sintonia com o Século XXI.
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Editores André Tredinnick Wanderley Rego
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